Numa época em que o meio de transporte mais usado ainda eram as
locomotivas, um casal de jovens se conheceram e se apaixonaram com grande
ternura. Porém existia uma diferença entre eles: o rapaz era pobre e lutava
com esforço para sobreviver; a moça era rica e cheia de bens materiais. Seu
pai era fazendeiro muito rico e dono de várias terras.
Um certo dia o rapaz disse à sua amada:
— Preciso viajar. Vou até aquela cidade que tantos falam que faz muita
gente prosperar. Sei que certamente irei conquistar nosso futuro lá.
A moça se entristeceu em seu semblante às vistas do rapaz. Ele esboçou
um sorriso e abriu a palma da mão esquerda. Os olhos da jovem brilharam ao
ver uma grossa e vistosa aliança de noivado.
— Lutei muito para comprar este anel para te dar. Sei que assim não
você não irá se esquecer de mim e vai saber que não te esqueci.
— Não vou te esquecer — falou a moça.
Ele sorriu novamente, esperançoso. Falou:
— Irei para aquela cidade e logo que me firmar lá mandarei um
telegrama escrito onde estou e que podes viajar para lá e me encontrar.
— Ficarei esperando ansiosamente o telegrama — ela disse.
Seis meses se passaram. Os dois se comunicavam apenas através de
cartas. A moça continuava sua vida de luxo ao lado de sua família, enquanto
o jovem lutava na cidade grande, empregado numa metalúrgica, buscando
uma vida melhor para um futuro casamento. Até que um dia ele foi
promovido por sua competência e incessante busca por aprimoramento no
trabalho. Seu patrão lhe disse:
— Não posso mais deixar você onde está, pois merece estar num cargo
mais elevado. — então o colocou como supervisor da fábrica e mais tarde o
escolheu para viajar à outra cidade para implantar nova fábrica. A notícia
transformou-o no homem mais feliz do mundo. Enfim chamaria sua amada.
Após os últimos acertos para a viagem de inauguração, o rapaz escreveu
o telegrama para sua noiva na cidade pequena:
Minha querida,estou escrevendo para pedir-lhe que venha o
mais rápido possível.Fui promovido para gerente de uma nova loja
que iremos inaugurar depois de amanhã. Sei que há um trem saindo
amanhã de manhã da cidade. Tem que pegar este, pois só assim
dará tempo de chegarmos juntos ao local da inauguração. Estou
louco para tê-la ao meu lado para, enfim, casarmo-nos.
Com o telegrama nas suas mãos, ela leu ainda as últimas linhas onde
constava o endereço dele. Ela sorriu e chamou suas criadas para ajuda-la a
arrumar suas malas.
Na manhã seguinte se despediu do seu pai e de sua mãe, esta, em
prantos, disse:
— Você tem certeza de que quer ir, mesmo, minha filha? Não sabe se
realmente ele conseguiu uma vida melhor pra você. E se ele estiver
mentindo?
— Tenho que confiar nele, mamãe.
Após o capataz ter colocado toda a bagagem da moça (ao todo nove
malas grandes e repletas de roupas e jóias de valor) sobre a carruagem o pai
deu-lhe ordem para leva-la até a estação.
Chegaram lá atrasados, e quase não acreditaram quando viram tanta
gente na estação para pegar aquele trem. Por que não reservei as passagens?
Resmungou ela consigo mesmo. Os senhores fardados com o uniforme da
companhia estação anunciaram em voz alta que dentro de poucos instantes o
trem estaria partindo.
— Depressa! — urrou ela para o empregado — Temos que colocar as
bagagens no trem antes que ele parta!
Com todo esforço de capataz fiel, o homem que a acompanhava baixou
toda a bagagem da filha do seu patrão e as colocou próximo ao trem. Já
coberto pelo suor e exausto ele chamou um dos homens fardados que
conferiam as passagens daqueles que subiam no trem. Quando o homem
fitou a quantidade de bagagem que a jovem trazia ele abanou a cabeça
negativamente. Falou a ela:
— Será impossível subir no trem com toda esta bagagem, senhorita.
Sinto dizer que terá de levar apenas duas destas.
— O quê. Não pode ser, meu senhor…
— Infelizmente pode. Há muitos passageiros hoje e também muitas
bagagens, a ponto de impormos uma cota de duas malas por pessoa, apenas.
Por isso, se quiser viajar neste trem terá que levar apenas duas malas.
A moça olhou para toda a sua bagagem e pensou em toda as roupas e
jóias que continham nelas. Lembrou do que a mãe lhe dissera: Não sabe se
realmente ele conseguiu uma vida melhor pra você. E se ele estiver mentindo?
Ela estava preparada se ele estivesse mentindo. Estaria levando jóias e roupas
que venderia se fosse o caso, mas agora, com apenas duas malas… Não seria
suficiente.
Os homens uniformizados gritaram a última chamada. O trem já iria
partir. A jovem então deu a ordem para o capataz:
— Pegue as malas e coloque-as de volta na carruagem. Eu… eu vou
ficar.
No dia seguinte um telegrama chegou às mãos da moça.
Estava escrito:
Minha querida,estou escrevendo para pedir-lhe que não me
procure mais. Meu amigo que recolhe passagens me disse que você
preferiu ficar com suas bagagens a ter de me encontrar sem elas. Não
o culpe nem o chame de fofoqueiro, pois fui eu mesmo que pedi para
que ele inventasse a história da cota das bagagens. Queria ter
certeza de que me amava de fato e verdade mais do que as riquezas
desta vida a que estava tão acostumada. Infelizmente pude ter a
comprovação de que não.
Adeus.
No ano seguinte um jornal local publicou a foto daquele jovem sendo
considerado um dos homens mais influentes do país, e ainda trazia o
anunciado de que se casaria com a filha do dono da empresa que dirigia.
Jesus fala que não devemos ter amor às coisas deste mundo nem nos
conformar com elas (Jo 12:25 e Rm 12:2) (bagagens), mas devemos segui-lo,
ir após Ele (Lc 9:23), pois Ele não nos deixará órfãos (Jo 14:18) ou sem
destino certo (Jo 14:6). Ele cuidará de nós e nos sustentará.
Não ame mais as bagagens deste mundo do que o Noivo. O trem já está
prestes a partir. O que você irá escolher?
Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar;
(I Tm 6:7)
* * * * * * *
Senhor, dá-me esperança para vencer minhas ilusões. Plantai em meu coração a semente do amor. E ajuda-me a fazer feliz o maior número de pessoas possível, para ampliar seus dias risonhos e resumir as noites tristonhas. Tansforma meus rivais em companheiros, meus companheiros em amigos e meus amigos em entes queridos. Não me deixes ser um cordeiro perante os fortes e nem um leao diante dos fracos. Dá-me o sabor de poder perdoar e afastai-me de mim o desejo de vingança. Amém!
domingo, 21 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
O Gato feio
Todos no prédio de apartamentos onde eu morava sabiam quem era o
Feio. Feio era o gato vira-lata do bairro.
Feio adorava três coisas neste mundo: brigas, comer lixo e digamos,
amor. A combinação destas três coisas, adicionada a uma vida nas ruas,
tinham causado danos em Feio. Pra começar, ele só tinha um olho, e no lugar
onde deveria estar o outro olho, havia um buraco fundo.
Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo
parecia ter sido quebrado gravemente no passado, e o osso curara num
ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a
esquina.
Feio havia perdido a cauda há muito tempo, e restava apenas um toco de
cauda grosso, que ele sempre girava e torcia.
Todos que viam Feio tinham a mesma reação:
— Mas que gato feio!!
As crianças eram alertadas para não tocarem nele. Os adultos atiravam
pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, o enxotavam
quando ele tentava entrar em suas casas, ou imprensavam suas patas na porta
quando ele insistia em entrar.
Feio sempre tinha a mesma reação. Se você jogasse água nele com a
mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo ensopado até que você
desistisse.
Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos
seus pés, pedindo perdão. Sempre que via crianças, ele surgia correndo,
miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos,
implorando por amor.
Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar
minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente.
Um dia, Feio quis dividir seu amor com os huskies do vizinho. Eles não
eram amistosos e Feio foi ferido gravemente. Do meu apartamento eu ouvi
seus gritos e corri para tentar ajudá-lo. Na hora em que cheguei onde ele
estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo...
Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas
estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de pêlo
atravessava seu peito.
Quando eu o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava,
podia senti-lo lutando para respirar.
Acho que o estou machucando muito, pensei.
Então, eu senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha - em
meio a tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava tentando
sugar minha orelha.
Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha
mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar. Mesmo
sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas,
estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma comiseração.
Naquele instante, achava que Feio era o gato mais lindo e adorável que
eujá tinha visto. Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder,
nem mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma maneira. Feio
apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.
Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu
apartamento.
Eu me sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando
sobre como este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes havia
mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e
sobre como amar incondicionalmente. Feio me ensinara mais sobre doação e
compaixão do que qualquer ser humano.
E eu sempre lhe serei grata por isto.Chegara a hora de eu seguir em
frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente. Chegara a hora de
dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos
nunca tivessem visto nenhum deles...
As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito,
sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados sejam
de corpos, mentes ou almas, também podem e merecem serem amados...
Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço
de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge as regras e
padrões de beleza... Se vocês se permitissem essa sensação, talvez
entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos
seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...
Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro,
querem ser bem sucedidas, queridas, simpáticas ou belas...
Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...
Passarei minha vida pedindo amor, mendigando um pouco do seu
tempo, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão, e
pacientemente aguardando o dia de ser devorada pelos huskies…
Se tiver sorte terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho
antes do meu último suspiro...
Neste mundo cheio de intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos
demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma
etnia que nós, ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão
desacostumados a ver, ou nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir
a real mensagem de Deus.
Que Deus abençoe a sua vida e a encha de amor incondicional ao
próximo.
Feio. Feio era o gato vira-lata do bairro.
Feio adorava três coisas neste mundo: brigas, comer lixo e digamos,
amor. A combinação destas três coisas, adicionada a uma vida nas ruas,
tinham causado danos em Feio. Pra começar, ele só tinha um olho, e no lugar
onde deveria estar o outro olho, havia um buraco fundo.
Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo
parecia ter sido quebrado gravemente no passado, e o osso curara num
ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a
esquina.
Feio havia perdido a cauda há muito tempo, e restava apenas um toco de
cauda grosso, que ele sempre girava e torcia.
Todos que viam Feio tinham a mesma reação:
— Mas que gato feio!!
As crianças eram alertadas para não tocarem nele. Os adultos atiravam
pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, o enxotavam
quando ele tentava entrar em suas casas, ou imprensavam suas patas na porta
quando ele insistia em entrar.
Feio sempre tinha a mesma reação. Se você jogasse água nele com a
mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo ensopado até que você
desistisse.
Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos
seus pés, pedindo perdão. Sempre que via crianças, ele surgia correndo,
miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos,
implorando por amor.
Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar
minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente.
Um dia, Feio quis dividir seu amor com os huskies do vizinho. Eles não
eram amistosos e Feio foi ferido gravemente. Do meu apartamento eu ouvi
seus gritos e corri para tentar ajudá-lo. Na hora em que cheguei onde ele
estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo...
Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas
estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de pêlo
atravessava seu peito.
Quando eu o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava,
podia senti-lo lutando para respirar.
Acho que o estou machucando muito, pensei.
Então, eu senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha - em
meio a tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava tentando
sugar minha orelha.
Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha
mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar. Mesmo
sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas,
estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma comiseração.
Naquele instante, achava que Feio era o gato mais lindo e adorável que
eujá tinha visto. Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder,
nem mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma maneira. Feio
apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.
Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu
apartamento.
Eu me sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando
sobre como este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes havia
mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e
sobre como amar incondicionalmente. Feio me ensinara mais sobre doação e
compaixão do que qualquer ser humano.
E eu sempre lhe serei grata por isto.Chegara a hora de eu seguir em
frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente. Chegara a hora de
dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos
nunca tivessem visto nenhum deles...
As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito,
sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados sejam
de corpos, mentes ou almas, também podem e merecem serem amados...
Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço
de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge as regras e
padrões de beleza... Se vocês se permitissem essa sensação, talvez
entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos
seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...
Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro,
querem ser bem sucedidas, queridas, simpáticas ou belas...
Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...
Passarei minha vida pedindo amor, mendigando um pouco do seu
tempo, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão, e
pacientemente aguardando o dia de ser devorada pelos huskies…
Se tiver sorte terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho
antes do meu último suspiro...
Neste mundo cheio de intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos
demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma
etnia que nós, ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão
desacostumados a ver, ou nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir
a real mensagem de Deus.
Que Deus abençoe a sua vida e a encha de amor incondicional ao
próximo.
sábado, 6 de novembro de 2010
As Tempestades da Vida
Quantas são as pessoas que deixam a sua fé por causa de outras? É o escândalo, os amigos incrédulos que vivem no pecado e ainda assim tem ‘tudo’, a fofoca, a falta do ‘bom dia’ ao chegar na igreja, etc. Esse tipo de pessoa crê em Deus somente de acordo com as circunstâncias, e eu pergunto "que tipo de fé é essa"?
A fé é diferente do amor. O amor deste mundo normalmente depende muito das circunstâncias. Se não há carinho, compreensão, atenção, companheirismo, ele esfria, pois não há combustível para ele continuar. Mas a fé é totalmente diferente. A fé não precisa de nada para se manter, a não ser a Palavra de Deus e a prática - ou seja, coisas que dependem de nós mesmos. Se queremos crescer na fé, é só ouvi-la e praticá-la.
Ora, a fé não depende de ninguém. Não pode vir de ninguém e não se pode forçar a ninguém. Ela é pessoal. Ela é totalmente independente de tudo e todos ao seu redor. Isso é fé inteligente, genuína, sem fantasmas.
Se você quer conquistar qualquer coisa de Deus, você precisa desse tipo de fé. A fé independente que pensa e confia, seja o que for que estiver acontecendo. Quando o Senhor Jesus dormia naquele barco diante daquela tempestade, Ele estava mostrando em prática tudo aquilo que Ele havia ensinado aos seus discípulos. Eles, por outro lado, ainda não tinham tido essa revelação maravilhosa da fé. E você? Até quando vai ficar desesperado com essa tempestade em sua vida? Vai se jogar no mar ou vai usar a fé?
A fé é diferente do amor. O amor deste mundo normalmente depende muito das circunstâncias. Se não há carinho, compreensão, atenção, companheirismo, ele esfria, pois não há combustível para ele continuar. Mas a fé é totalmente diferente. A fé não precisa de nada para se manter, a não ser a Palavra de Deus e a prática - ou seja, coisas que dependem de nós mesmos. Se queremos crescer na fé, é só ouvi-la e praticá-la.
Ora, a fé não depende de ninguém. Não pode vir de ninguém e não se pode forçar a ninguém. Ela é pessoal. Ela é totalmente independente de tudo e todos ao seu redor. Isso é fé inteligente, genuína, sem fantasmas.
Se você quer conquistar qualquer coisa de Deus, você precisa desse tipo de fé. A fé independente que pensa e confia, seja o que for que estiver acontecendo. Quando o Senhor Jesus dormia naquele barco diante daquela tempestade, Ele estava mostrando em prática tudo aquilo que Ele havia ensinado aos seus discípulos. Eles, por outro lado, ainda não tinham tido essa revelação maravilhosa da fé. E você? Até quando vai ficar desesperado com essa tempestade em sua vida? Vai se jogar no mar ou vai usar a fé?
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Os Três Conselhos
Um casal de jovens recém casados, era muito pobre e viviam de favores num sítio do interior.
Um dia, o marido fez a seguinte proposta a esposa:
Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e, enquanto estiver fora, seja fiel a mim pois eu serei fiel a você.
Assim sendo o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jove chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão no que tambem foi aceito.
O pacto seria o seguinte:
Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações.
_ Eu não quero receber o meu salário. Peço que o senhor coloque na poupança até o dia que eu for embora. No dia que eu sair o senhor me dá meu dinheiro e eu sigo meu caminho.
Tudo combinado, aquele jovem trabalhou por vinte anos, sem férias e sem descanço.
Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:
_ Patrão eu quero meu dinheiro pois estou voltando para minha casa.
O patrão então lhe respondeu:
_ Tudo bem, afinal fizemos um pacto e vou cupri-lo, mas antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?
_ Eu lhe dou todo seu dinheiro e você vai embora, ou, eu lhe dou três conselhos e não lhe dou seu dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro. Vá para seu quarto pense, e depois me dê a resposta.
Ele pensou por dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
_ Quero os três conselhos.
O patrão novamente frizou:
_ Se lhe der os conselhos não lhe dou o dinheiro.
O empregado respondeu:
_ Quero os conselhos.
O patrão então lhe falou:
1- Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
2- Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
3- Nunca tome decisões em momentos de raiva e de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.
Após dar os conselhos, o patrão disse o rapaz, que já não era tão jovem assim:
_ Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para você comer com sua esposa quando chegaar em casa.
O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que lhe cumprimentou e perguntou para onde estava indo. Ele então respondeu que estava indo para um lugar muito longe que ficava mais de vinte dias de caminhada. O andarilho então indignado disse conhecer um atalho e que ele chegaria em metade do tempo.
O rapaz contente começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o caminho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada onde pôde hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor.
Levantou-se num salto e dirigiu-se a porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido sim. O hospedeiro então perguntou se ele não havia ficado curioso e ele respondeu que não. O hospedeiro então lhe contou que ele era o primeiro hóspede a sair vivo dali pois seu filho tinha crises de loucura; grita a noite e quando o hóspede sai ele mata e enterra no quintal.
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ancioso para chegar em casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada...já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.
Estava anoitecendo as ele pôde ver que ela não estava só, andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas um homem a quem estava acariciando os cabelos.
Quando viu aquela cena seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu correr até os dois e matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir ali mesmo aquela noite e no dia seguinte tomar uma decisão.
Ao amanhecer ele disse:
_ Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para meu patrão e pedir que ele e aceite de volta. Só que antes quero dizer a minha esposa que sempre fui fiel a ela.
Dirigiu-se a porta da casa e bateu.
Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira a seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la mas não consegue, então com lágrima nos olhos lhe diz:
_ Eu fui fiel a você e você me traiu...
Ela espanta e lhe diz:
_ Como? eu nunca te trai, esperei durante vinte anos
Ele então lhe responde:
_ E aquele homem que você estav acariciando ao entardecer?
E ela lhe responde em lágrimas:
_ Aquele homem é nosso filho! Quando você foi embora descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade.
Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e contou-lhe toda sua história enquanto sua esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar o café e comer o último pão. Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo seu dinheiro. O pagamento por seus vinte anos de amor e trabalho.
Muitas vezes achamos que o atalho nos faz chegar mais rápido o que nem sempre é verdade!
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos diz respeito, e que nada de bom nos acrecentará!
Outras vezes agimos por impulso, na hora da raiva, e fatamente nos arrependemos depois.
Um dia, o marido fez a seguinte proposta a esposa:
Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e, enquanto estiver fora, seja fiel a mim pois eu serei fiel a você.
Assim sendo o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jove chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão no que tambem foi aceito.
O pacto seria o seguinte:
Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações.
_ Eu não quero receber o meu salário. Peço que o senhor coloque na poupança até o dia que eu for embora. No dia que eu sair o senhor me dá meu dinheiro e eu sigo meu caminho.
Tudo combinado, aquele jovem trabalhou por vinte anos, sem férias e sem descanço.
Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:
_ Patrão eu quero meu dinheiro pois estou voltando para minha casa.
O patrão então lhe respondeu:
_ Tudo bem, afinal fizemos um pacto e vou cupri-lo, mas antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?
_ Eu lhe dou todo seu dinheiro e você vai embora, ou, eu lhe dou três conselhos e não lhe dou seu dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro. Vá para seu quarto pense, e depois me dê a resposta.
Ele pensou por dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
_ Quero os três conselhos.
O patrão novamente frizou:
_ Se lhe der os conselhos não lhe dou o dinheiro.
O empregado respondeu:
_ Quero os conselhos.
O patrão então lhe falou:
1- Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
2- Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
3- Nunca tome decisões em momentos de raiva e de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.
Após dar os conselhos, o patrão disse o rapaz, que já não era tão jovem assim:
_ Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para você comer com sua esposa quando chegaar em casa.
O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que lhe cumprimentou e perguntou para onde estava indo. Ele então respondeu que estava indo para um lugar muito longe que ficava mais de vinte dias de caminhada. O andarilho então indignado disse conhecer um atalho e que ele chegaria em metade do tempo.
O rapaz contente começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o caminho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada onde pôde hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor.
Levantou-se num salto e dirigiu-se a porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.
Ao amanhecer após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido sim. O hospedeiro então perguntou se ele não havia ficado curioso e ele respondeu que não. O hospedeiro então lhe contou que ele era o primeiro hóspede a sair vivo dali pois seu filho tinha crises de loucura; grita a noite e quando o hóspede sai ele mata e enterra no quintal.
O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ancioso para chegar em casa.
Depois de muitos dias e noites de caminhada...já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.
Estava anoitecendo as ele pôde ver que ela não estava só, andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas um homem a quem estava acariciando os cabelos.
Quando viu aquela cena seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu correr até os dois e matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir ali mesmo aquela noite e no dia seguinte tomar uma decisão.
Ao amanhecer ele disse:
_ Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para meu patrão e pedir que ele e aceite de volta. Só que antes quero dizer a minha esposa que sempre fui fiel a ela.
Dirigiu-se a porta da casa e bateu.
Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira a seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la mas não consegue, então com lágrima nos olhos lhe diz:
_ Eu fui fiel a você e você me traiu...
Ela espanta e lhe diz:
_ Como? eu nunca te trai, esperei durante vinte anos
Ele então lhe responde:
_ E aquele homem que você estav acariciando ao entardecer?
E ela lhe responde em lágrimas:
_ Aquele homem é nosso filho! Quando você foi embora descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade.
Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e contou-lhe toda sua história enquanto sua esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar o café e comer o último pão. Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo seu dinheiro. O pagamento por seus vinte anos de amor e trabalho.
Muitas vezes achamos que o atalho nos faz chegar mais rápido o que nem sempre é verdade!
Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos diz respeito, e que nada de bom nos acrecentará!
Outras vezes agimos por impulso, na hora da raiva, e fatamente nos arrependemos depois.
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